a noite de escuros voos apanhou-me com a cabeça acesa numa teia de tinta é sempre uma mentira existir fora daquilo que está no fundo de mim
abro o livro das visões e uma cidade são todas as cidades trituradas na memória calcinada do homem nómada
canto ó resplandecentes águas ó murmúrio quieto das areias um pulso que se abre e estremece violento ó dor da árvore ó surdo ruído do coração onde a seiva das bocas brilha derramando-se sobre o corpo que na asa do migrante pássaro navega ávido de mundo e desolação.
Entremos, apressados, friorentos, Numa gruta, no bojo de um navio, Num presépio, num prédio, num presídio No prédio que amanhã for demolido… Entremos, inseguros, mas entremos. Entremos e depressa, em qualquer sítio, Porque esta noite chama-se Dezembro, Porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos, Duzentos mil, doze milhões de nada. Procuremos o rastro de uma casa, A cave, a gruta, o sulco de uma nave… Entremos, desposados, mas entremos. De mãos dadas talvez o nasça, Talvez seja Natal e não Dezembro, Talvez universal a consoada.
David Mourão–Ferreira
Um bom Natal e um ano novo cheio de felicidade *****
alo tudo bem:)dsk não ter dito nada mas fikei sem possibilidades de o fazer:(no net....no phone...enfim....mas aki estou desejando te tudo de muito bom:)bjks:)
Hi! how are you? I knew you were traveling at Rusia, is that so? Receive a big hugh, and a kiss in honor to your birthday. Tell me how are you doing!!!
Diz coisa, meu querido.